Sinusite
Pressão facial, dor de cabeça frontal e secreção nasal espessa por mais de 10 dias.
O que é
Sinusite (mais corretamente, rinossinusite) é a inflamação dos seios paranasais. Pode ser aguda (até 12 semanas) ou crônica (mais de 12 semanas). Quadros agudos virais são autolimitados; bacterianos exigem antibiótico. A rinossinusite crônica está frequentemente associada a desvio de septo, hipertrofia de cornetos ou pólipos nasais, e o tratamento combina medicação clínica e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica.
Causas comuns
- Resfriado viral seguido de infecção bacteriana secundária (sinusite aguda)
- Rinite alérgica ou não alérgica não controlada
- Desvio de septo nasal e hipertrofia de cornetos
- Pólipos nasais (rinossinusite crônica com pólipos)
- Refluxo laringofaríngeo, em alguns casos
- Imunodeficiências e fibrose cística (em quadros graves ou recorrentes)
- Tabagismo e exposição a poluentes
Sintomas associados
- Pressão facial, especialmente sobre a fronte e o maxilar
- Cefaleia que piora ao se inclinar para frente
- Secreção nasal espessa, esverdeada ou amarelada
- Obstrução nasal uni- ou bilateral
- Redução do olfato (hiposmia)
- Tosse, frequentemente noturna, por gotejamento pós-nasal
- Sensação de ouvido entupido por disfunção tubária associada
Sinais de alerta
- Edema ou rubor periorbitário (suspeita de complicação)
- Dor facial intensa com febre alta persistente
- Alteração visual ou diplopia
- Cefaleia intensa de início súbito
Quando procurar avaliação
Recomenda-se avaliação otorrinológica em sinusite aguda que não melhora em 10 dias, em sinusite com sintomas que pioram após melhora inicial ("piora dupla"), ou em sinusite recorrente (mais de 4 episódios por ano). Sinusite crônica — sintomas por mais de 12 semanas — sempre merece avaliação especializada para investigar fatores predisponentes.
Como avaliamos
Na Clínica Toledo Piza, a avaliação combina anamnese clínica e exame otorrinolaringológico (rinoscopia anterior, otoscopia). Quando há suspeita de rinossinusite crônica, pólipos ou desvio de septo importante, o paciente é encaminhado para nasoendoscopia e, se necessário, tomografia dos seios paranasais — exames realizados em centros parceiros. A audiologia entra na avaliação quando há otite média com efusão associada, comum em quadros crônicos.
Tratamento e acompanhamento
O acompanhamento clínico inclui orientação sobre lavagem nasal, manejo de quadros alérgicos associados, antibiótico quando indicado em quadros agudos bacterianos, e tratamento de fatores agravantes (refluxo, tabagismo). Casos com indicação cirúrgica — septoplastia, polipectomia, cirurgia endoscópica funcional dos seios paranasais (FESS) — são encaminhados a equipe especializada; o acompanhamento clínico continua na clínica antes e depois.
Exames investigativos
Perguntas frequentes
Toda sinusite precisa de antibiótico?
Não. A maioria dos episódios agudos é viral e melhora com lavagem nasal, descongestionantes e analgésicos. Antibiótico está indicado quando há sinais sugestivos de origem bacteriana — febre alta, dor facial intensa, secreção purulenta após melhora inicial, ou sintomas que persistem por mais de 10 dias sem melhora.
Sinusite crônica precisa de cirurgia?
Nem sempre. O tratamento clínico (corticoide tópico nasal, lavagens, manejo de fatores associados como rinite alérgica) é a primeira linha. Cirurgia endoscópica nasossinusal está indicada em casos refratários ao tratamento clínico ou quando há fatores anatômicos específicos.
Sinusite causa dor de ouvido?
Pode sim — por irradiação e por disfunção da tuba auditiva associada. Tratar adequadamente a rinite/sinusite frequentemente alivia a sensação de ouvido entupido e otalgia secundária.
Lavagem nasal com soro realmente ajuda?
Sim, e com benefício documentado em diversos quadros — sinusite aguda em melhora, rinossinusite crônica, rinite alérgica e pós-operatório de cirurgia nasal. A técnica é simples e segura quando feita com soluções estéreis ou caseiras seguindo orientação. É frequentemente subutilizada.
Quanto tempo até melhorar com tratamento adequado?
Sinusite aguda viral resolve sozinha em 7–10 dias. Em quadros bacterianos com antibiótico adequado, a melhora começa em 48–72 horas. Quadros crônicos exigem manejo prolongado — orientação clínica e ajuste de medidas ao longo de semanas ou meses.
