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Dor de ouvido

Dor aguda ou pulsátil no ouvido, em adultos ou crianças, com ou sem febre.

O que é

Dor de ouvido (otalgia) é um sintoma comum que pode ter origem no próprio ouvido (otalgia primária) ou ser irradiada de estruturas vizinhas como dentes, articulação temporomandibular ou garganta (otalgia secundária). A causa mais frequente em crianças é a otite média aguda; em adultos, otite externa, disfunção da tuba auditiva e refluxo são causas comuns. Identificar a origem orienta o tratamento adequado.

Causas comuns

  • Otite média aguda - causa mais frequente em crianças
  • Otite externa ("ouvido de nadador") - comum em adultos com exposição à água
  • Disfunção da tuba auditiva, especialmente em quadros gripais
  • Cerume impactado contra o tímpano
  • Mudanças bruscas de pressão (avião, mergulho, barotrauma)
  • Otalgia secundária: irradiada de dentes, ATM, faringe, laringe
  • Refluxo laringofaríngeo, em alguns casos crônicos
  • Pericondrite ou condrite do pavilhão (raras, mas potencialmente graves)

Sintomas associados

  • Diminuição da audição no lado afetado
  • Sensação de ouvido entupido ou plenitude
  • Saída de secreção pelo canal auditivo (otorreia)
  • Febre, mais comum em quadros pediátricos
  • Zumbido associado em alguns casos
  • Dor à mastigação, em otalgia secundária por ATM ou dente
  • Irritabilidade e dificuldade para mamar, em bebês
Atenção

Sinais de alerta

  • Dor intensa com febre alta, especialmente em crianças
  • Saída de secreção purulenta ou sanguinolenta pelo ouvido
  • Perda auditiva súbita associada à dor
  • Tontura ou paralisia facial associadas
  • Dor que persiste por mais de 48–72 horas sem melhora

Quando procurar avaliação

Recomenda-se avaliação otorrinológica quando a dor é intensa, persiste por mais de 48–72 horas, vem acompanhada de febre alta (especialmente em crianças), saída de secreção, perda auditiva, tontura ou paralisia facial. Em bebês irritados que não querem mamar e puxam a orelha, avaliação no mesmo dia.

Como avaliamos

Na Clínica Toledo Piza, a avaliação inclui otoscopia para inspeção do canal e da membrana timpânica, e — quando indicado — audiometria, imitanciometria e emissões otoacústicas para caracterizar perda auditiva associada. Em otalgia secundária, o exame se estende à boca, faringe, ATM e cervical. A interpretação considera a história clínica e o tempo de evolução.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento parte da causa. Otite externa responde a limpeza e medicação tópica em consultório. Otite média aguda pode demandar antibiótico, conforme idade e quadro clínico. Cerume impactado é removido em consultório. Disfunção tubária por rinite responde ao tratamento da rinite. Casos com indicação cirúrgica — perfuração persistente, otite média crônica com colesteatoma, mastoidite — são encaminhados a equipe otológica especializada; o acompanhamento clínico continua na clínica.

Exames investigativos

Perguntas frequentes

Dor de ouvido sempre é otite?

Não. Em adultos, a dor de ouvido pode ter origem em outras estruturas — articulação temporomandibular, dentes, garganta ou refluxo gastroesofágico — e ser percebida como dor de ouvido por irradiação. A avaliação otorrinolaringológica diferencia a causa.

Posso usar cotonete para aliviar a dor?

Não. O uso de cotonetes empurra cera contra o tímpano, pode causar otite externa e até perfurar a membrana timpânica. Se a dor for por excesso de cera, a remoção deve ser feita por profissional, com instrumental adequado.

Quando dor de ouvido em criança é emergência?

Procure atendimento imediato se houver febre alta persistente, irritabilidade intensa, vômitos, abaulamento atrás da orelha, paralisia facial ou perda de equilíbrio. Otite média aguda não tratada pode evoluir para complicações como mastoidite.

Posso usar gotas de ouvido por conta própria?

Não sem indicação. Gotas otológicas têm composições diferentes e algumas são contraindicadas se houver perfuração timpânica — podem ser ototóxicas. A regra: dor de ouvido com saída de secreção ou suspeita de perfuração não recebe gotas sem avaliação clínica.

Otite recorrente em criança precisa de cirurgia?

Em casos selecionados — otite média com efusão persistente por mais de 3 meses, ou episódios agudos muito frequentes — a colocação de tubos de ventilação pode ser indicada. A avaliação considera idade, fala, audição e impacto no desenvolvimento. O procedimento, quando indicado, é realizado por equipe otopediátrica.

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