SintomasNariz e garganta

Amigdalite

Mais de três episódios de dor de garganta com placas em um ano.

O que é

Amigdalite é a inflamação das amígdalas palatinas, com dor de garganta intensa, frequentemente acompanhada de febre. A maioria dos episódios em crianças tem causa viral e resolve espontaneamente; quadros bacterianos — em especial por estreptococo do grupo A — exigem antibiótico para reduzir o tempo de doença e prevenir complicações. Episódios recorrentes (mais de 3 por ano por 2 anos consecutivos, ou mais de 5 em um ano) podem ter indicação cirúrgica.

Causas comuns

  • Vírus respiratórios comuns (rinovírus, adenovírus, vírus Epstein-Barr)
  • Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (causa bacteriana mais relevante)
  • Outras bactérias (estreptococos não-A, anaeróbios em casos selecionados)
  • Mononucleose infecciosa (vírus Epstein-Barr) — quadro com características próprias
  • Imunodepressão (em quadros recorrentes ou graves)

Sintomas associados

  • Dor de garganta intensa, especialmente ao engolir
  • Febre, frequentemente alta em quadros bacterianos
  • Placas brancas ou amareladas nas amígdalas
  • Aumento de linfonodos cervicais (gânglios) doloroso
  • Halitose intensa
  • Dor irradiada para o ouvido (otalgia secundária)
  • Mal-estar, prostração, em crianças com recusa alimentar
Atenção

Sinais de alerta

  • Dificuldade para engolir saliva (sialorreia)
  • Trismo (dificuldade para abrir a boca) — sugere abscesso peritonsillar
  • Voz abafada, abaulamento de palato — sugere abscesso peritonsillar
  • Febre alta persistente após 48–72 horas de antibiótico adequado
  • Dificuldade respiratória

Quando procurar avaliação

Recomenda-se avaliação clínica em amigdalite com febre alta, dificuldade para engolir, ou suspeita de causa bacteriana. Sinais de complicação (abscesso, dificuldade respiratória, sialorreia, trismo) exigem atendimento de urgência. Em adultos com episódios recorrentes ou em crianças com episódios frequentes, avaliação otorrinológica para indicação cirúrgica.

Como avaliamos

Na Clínica Toledo Piza, a avaliação inclui exame otorrinolaringológico com inspeção da orofaringe e palpação cervical. Em casos selecionados, teste rápido para estreptococo ou cultura de orofaringe orienta a decisão terapêutica. Em pacientes com episódios recorrentes, a investigação inclui histórico documentado de episódios para definir indicação de amigdalectomia.

Tratamento e acompanhamento

O acompanhamento clínico inclui orientação para hidratação, analgesia, antitérmicos, e antibiótico em quadros bacterianos confirmados ou fortemente suspeitos. Em pacientes com critérios para amigdalectomia (episódios recorrentes, abscesso peritonsillar prévio, hipertrofia obstrutiva com apneia em crianças), o procedimento é encaminhado a equipe otopediátrica ou otorrinolaringológica especializada; o acompanhamento clínico antes e depois continua na clínica.

Perguntas frequentes

Toda amigdalite com pus é bacteriana?

Não. Quadros virais — incluindo mononucleose — frequentemente cursam com placas amigdalianas. A diferenciação clínica considera idade, sintomas associados (gânglios, exantema, esplenomegalia) e, quando necessário, teste laboratorial. O uso de antibiótico em todos os quadros com placa é equivocado.

Quando a cirurgia das amígdalas é indicada?

Em adultos: tipicamente após 5 episódios bem documentados em um ano, ou 3 episódios anuais em 2 anos consecutivos, ou após abscesso peritonsillar. Em crianças com hipertrofia obstrutiva e sinais de apneia, mesmo sem amigdalite recorrente. A indicação é individualizada e parte de avaliação otorrinológica.

Mononucleose precisa de antibiótico?

Não. Mononucleose é viral e o antibiótico não tem efeito. Pior: o uso de amoxicilina em mononucleose causa exantema cutâneo característico, que pode ser confundido com alergia. A diferenciação clínica e laboratorial é importante antes de prescrever antibiótico.

Posso pegar amigdalite mesmo sem amígdalas?

Não amigdalite por definição, mas faringite — inflamação da faringe — pode ocorrer com sintomas semelhantes. As mesmas causas virais e bacterianas podem afetar a faringe. O quadro clínico tende a ser mais leve do que a amigdalite.

Quanto tempo a dor de garganta dura?

Quadros virais resolvem em 5–7 dias. Quadros bacterianos com antibiótico adequado começam a melhorar em 24–48 horas. Mononucleose pode prolongar-se por 2 a 4 semanas, com fadiga associada por mais tempo.

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